
Antoniette Stella, cuja carreira se estendeu pelas décadas de 50 e 60, foi uma das mais notáveis interpretes do repertório verdiano e pucciniano.
Com menos sucesso, ousou ainda encarnar algumas das mais míticas personagens do bel-canto.
Stella - à semelhança da soberba A. Cerquetti - foi vitima do(s) fenómeno(s) Callas / Tebaldi.
Com efeito, nas décadas de 50 e de 60, brilhar na interpretação do território spinto verdiano, bem como no puccini mais pesado - Tosca e Butterfly -, não era tarefa ligeira, visto que esse mesmo repertório constituía o essencial das encarnações de Maria Callas e de Renata Tebaldi.

Ainda assim, Stella conseguiu marcar a sua presença, notabilizando-se no Met, no San Carlo (Nápoles) e no alla Scalla.
Serafin escolheu-a para protagonizar duas gravações incontornáveis, injustamente esquecidas: La traviata (Testament) e Il Trovatore (DG 453 118-2), cuja Leonora constitui uma das mais complexas e felizes interpretações da discografia verdiana.
