
(DECCA 410 193-2)
Mau grado a presença de um elenco notável – a fina flor da época (1970’s): Ghiaurov, Milnes e Pavarotti -, e uma direcção enérgica e expressiva, esta Lucia peca pela desolação artística da protagonista. Sutherland, apesar de já bem oleada no papel (que recriava amiúde), oferece uma interpretação desoladora, dramaticamente inexistente.
Joan Sutherland – actriz medíocre, embora uma cantora perfeita, de técnica sem paralelo – anima a sua “incarnação” socorrendo-se, apenas, de uma veia soubrette.
Uma Lucia soubrette (ou leggera) é como um Don Giovanni feio, mastronço e deselegante.
Um desastre artístico protagonizado pela Senhora Sutherland, que os colegas distintíssimos minimizam.
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(3/5)