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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Con che soavità!!!


(DG 477 8764)

Kozená aborda o barroco italiano profano, neste magnífico registo.

A voz combina uma graciosidade e lirismo absolutamente singulares. As leituras mesclam uma veia lírica diáfana, um recato encantador e um contenção púdica.

O teatro lírico de Kozená é superlativo, sem arrebatamentos, nem excesso algum. Há um toque pueril e inocente, impossível de resistir...

O agrupamento Private Musicke, sob a direcção de Pierre Pitzl, proporciona um acompanhamento à altura do génio da grande mezzo: abraçam a folia, exaltam o amor inocente, apoiam a dilaceração, invariavelmente num clima avesso a dramatizações e rico em refinamentos.

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(5/5)

sábado, 26 de setembro de 2009

O Triunfo da Barroca




Uma voz cristalina, magra e elegante, quase sem vibrato, de uma beleza imensa.
Graciosa e feminina, pueril e diáfana, a magnífica Kozena triunfa no barroco, brilhando no lirismo e bravura (esta última, habitualmente estranha às suas habilidades).

À agilidade vivaldista da Bartoli, Magdalena Kozena responde com uma elegância lírica sem paralelo, na actualidade, coadjuvada por uma orquestra sumptuosa, rica na ornamentação, certeira, e poética na expressão.

E para quê mais palavras?

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(5/5)