
Interpretar Hans Sachs, o Sábio (Die Meistersinger von Nürnberg), requer maturidade e humanismo, indubitavelmente. Será uma das maiores aspirações – e legítimas! – de um grande barítono wagneriano.
A partir dos 40 anos, creio estarem reunidas as indispensáveis condições para uma recriação sólida, à altura da concepção do génio de Wagner.
Para os espíritos mais tacanhos, que se lambuzam identificando o criador com o nazismo e demais ideologias miseráveis, não será de mais enfatizar a grandiosidade da figura de Sachs – sublinho -, também originada na mente de Richard Wagner. É certo e sabido que Hans Sachs existiu, na realidade, mas Wagner baseou-se na figura, recriando uma outra, que se perpetuou!
Dito isto, além dos deuses pervertidos e irmãos incestuosos, Wagner foi, também, autor de figuras maiores e grandiosas.
Pergunto: haverá, no panorama lírico, meia-dúzia de figuras que ladeiem Hans Sachs?
Evidentemente, Terfel será o maior e mais eloquente Sachs da actualidade. Não lhe chegava ser o mais destacado Figaro, Don Giovanni, Wotan, Falstaff, Mefistófeles, Holandês...
Para os que – como eu – veneram o génio e imensidão de Bryn Terfel (um quarentão pleno), eis as críticas à sua estreia no papel protagonista de Os Mestres Cantores de Nuremberga:
Pacientemente, aguardemos pela ocasião de testemunhar Hans Terfel, live!
ps gentilemnte, o Valquirio enviou-me este excerto! Desde já, os meus agradecimentos ao P.