Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2013

8 Anos de Vida...

... muito pouco expressivos, nestes derradeiros 12 meses, mas enfim... Foi a 15 de Janeiro de 2005 que tudo começou!

Segunda-feira, 3 de Setembro de 2012

All about Eve



All about Eve é um filme magistral de Joseph Mankiewicz, protagonizado por Bette Davis (Margo) e Anne Baxter (Eve), entre outros.

Trata-se de uma obra corrosiva e negra, que revela uma decepção essencial com a humanidade. A natureza humana persegue a glória e fama, ainda que delas se aproprie de forma etérea e efémera.

O motor da trama é – creio... – o narcisismo patológico, que almeja a consagração e reconhecimento grandiosos, de modo a ocultar o desamor primário.

Eve é uma ardilosa jovem, de uma ambição desmesurada, que aspira à glória, a todo o custo. Oculta as suas origens singelas e sofridas, assumindo uma falsa identidade, de modo a captar a atenção de Margo, uma actriz famosa.

Sob o manto da humildade e falsa admiração, Eve infiltra-se na intimidade da actriz, servindo-a com o propósito de a replicar.

Eve pretende apropriar-se, por via da sua conduta, do brilho de Margo. Inveja-a doentiamente, aspirando a assumir o seu lugar no palco / vida. Jamais Eve procura identificar-se com o seu modelo! No lugar da identificação, através da inveja, há um desejo especular, absolutamente narcísico.

E Mankiewicz filma o narcisismo doente com uma subtileza espantosa, terminando gloriosamente com a cena dos espelhos, em que Phoebe (Barbara Bates), a sucessora de Eve, trajada a rigor com as vestes da mesma Eve – então no apogeu -, ostenta o símbolo do poder absoluto – o prémio que a consagra como A actriz do ano - diante de uma infinita plateia... de espelhos...

Evidentemente, Phoebe assumirá a glória que Eve detém no presente.

Domingo, 12 de Agosto de 2012

4:44 – Último Dia na Terra




4:44 – Último Dia na Terra é um filme perturbador, cuja raiz é a incontornável angústia de morte.


Nele, Ferrara narra o fim do mundo, que terá lugar a uma hora precisa.

A todo o instante, esta finitude anunciada é colocada em paralelo com a finitude própria da natureza humana: todos sabemos o que nos espera...

No discurso complexo, sofrido e transtornado, há um misto de culpabilidade – a terra tem o seu fim marcado por força da inabilidade humana, voraz e gananciosa, que a destruiu – e de inexorável – o fim-mortal é o termo, estando anunciado.

Para além de uma mensagem apocalíptica, geradora de uma angústia dificilmente suportável – e Dafoe exprime-a (encore une fois) com o génio habitual -, esta obra materializa o luto da omnipotência.

Assistir a esta representação, aos 41 anos, reitera a ideia de um horizonte, necessariamente delimitado e preciso, para o qual se caminha, agora, com a consciência da finitude.

Ao mesmo tempo, o inexorável destino, ao longo do filme, sofre transformações elaborativas, que abrem caminho a saídas mais airosas e suportáveis desta condenação à mortalidade, a que todos fomos castigados, por termos ousado a transgressão...

Várias – e vãs! – são as tentativas do protagonista para contornar o insuportável: a mania, a mentira (a toxicodependência), etc...

Resta-lhe o amor da mulher amada, que o acompanha na derradeira viagem. Juntos caminham para o destino comum a todos.

O filme é belo e Dafoe toca as raias do génio.

Viver não é sinonimo de eternidade – a saída omnipotente -, tampouco é aguardar passivamente o termo – resposta depressiva. Ferrara et al (re)mostram-nos que viver é amar e criar.

Pelo amor se concebe, nasce e vive. O resto é etéreo. 

Domingo, 17 de Junho de 2012

Ancora un'altro Don?!

A partir de 7 de Setembro, contaremos com mais uma leitura de Don Giovanni!


Eccola!

Sábado, 28 de Abril de 2012

Harta Opera & links!

Um blog incontornável, com uma "oferta" de perder a cabeça (e ocupar espaço de disco, if you see what I mean ;-) )


Visitem Harta Opera e deleitem-se!

Sexta-feira, 9 de Março de 2012

Árias à la carte & Il Dissoluto Punito - II

Uma vez mais, amanhã, na Antena 2 - programa Árias à la carte -, pelas 10 horas, estarei a dissertar sobre ópera e psicanálise. À conversa com Teresa Castanheira e António Wagner Diniz, discorrerei sobre três personagens femininos da lírica: Salomé, Lulu e Maria / Marietta (A Cidade Morta, de Korngold).

Boas audições, se for caso disso ;-)

ps o programa repete na próxima terça-feira, pelas 23 horas. Mais tarde, estará também disponível no site da Antena 2.

Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012