Ópera e Demais Interesses
Ópera, ópera, ópera, ópera, cinema, música, delírios psicanalíticos, crítica, literatura, revistas de imprensa, Paris, New-York, Florença, sapatos, GIORGIO ARMANI, possidonices...
Sábado, 25 de Maio de 2013
Terça-feira, 30 de Abril de 2013
Domingo, 31 de Março de 2013
Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2013
Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2013
8 Anos de Vida...
... muito pouco expressivos, nestes derradeiros 12 meses, mas enfim... Foi a 15 de Janeiro de 2005 que tudo começou!
Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2012
Quinta-feira, 29 de Novembro de 2012
Domingo, 28 de Outubro de 2012
Sexta-feira, 7 de Setembro de 2012
Segunda-feira, 3 de Setembro de 2012
All about Eve
All about Eve é um filme magistral de Joseph Mankiewicz,
protagonizado por Bette Davis (Margo) e Anne Baxter (Eve), entre outros.
Trata-se de uma obra corrosiva e negra, que revela uma
decepção essencial com a humanidade. A natureza humana persegue a glória e
fama, ainda que delas se aproprie de forma etérea e efémera.
O motor da trama é – creio... – o narcisismo patológico, que
almeja a consagração e reconhecimento grandiosos, de modo a ocultar o desamor
primário.
Eve é uma ardilosa jovem, de uma ambição desmesurada, que
aspira à glória, a todo o custo. Oculta as suas origens singelas e sofridas,
assumindo uma falsa identidade, de modo a captar a atenção de Margo, uma actriz
famosa.
Sob o manto da humildade e falsa admiração, Eve infiltra-se
na intimidade da actriz, servindo-a com o propósito de a replicar.
Eve pretende apropriar-se, por via da sua conduta, do brilho
de Margo. Inveja-a doentiamente, aspirando a assumir o seu lugar no palco / vida.
Jamais Eve procura identificar-se com o seu modelo! No lugar da identificação,
através da inveja, há um desejo especular, absolutamente narcísico.
E Mankiewicz filma o narcisismo doente com uma subtileza
espantosa, terminando gloriosamente com a cena dos espelhos, em que Phoebe
(Barbara Bates), a sucessora de Eve, trajada a rigor com as vestes da mesma Eve
– então no apogeu -, ostenta o símbolo do poder absoluto – o prémio que a
consagra como A actriz do ano - diante de uma infinita plateia... de
espelhos...
Evidentemente, Phoebe assumirá a glória que Eve detém no
presente.
Domingo, 12 de Agosto de 2012
4:44 – Último Dia na Terra
4:44 – Último Dia na Terra é um filme perturbador, cuja raiz
é a incontornável angústia de morte.
Nele, Ferrara narra o fim do mundo, que terá lugar a uma hora precisa.
A todo o instante, esta finitude anunciada é colocada em
paralelo com a finitude própria da natureza humana: todos sabemos o que nos
espera...
No discurso complexo, sofrido e transtornado, há um misto de
culpabilidade – a terra tem o seu fim marcado por força da inabilidade humana,
voraz e gananciosa, que a destruiu – e de inexorável – o fim-mortal é o termo,
estando anunciado.
Para além de uma mensagem apocalíptica, geradora de uma
angústia dificilmente suportável – e Dafoe exprime-a (encore une fois) com o
génio habitual -, esta obra materializa o luto da omnipotência.
Assistir a esta representação, aos 41 anos, reitera a ideia
de um horizonte, necessariamente delimitado e preciso, para o qual se caminha,
agora, com a consciência da finitude.
Ao mesmo tempo, o inexorável destino, ao longo do filme,
sofre transformações elaborativas, que abrem caminho a saídas mais airosas e
suportáveis desta condenação à mortalidade, a que todos fomos castigados, por
termos ousado a transgressão...
Várias – e vãs! – são as tentativas do protagonista para
contornar o insuportável: a mania, a mentira (a toxicodependência), etc...
Resta-lhe o amor da mulher amada, que o acompanha na
derradeira viagem. Juntos caminham para o destino comum a todos.
O filme é belo e Dafoe toca as raias do génio.
Viver não é sinonimo de eternidade – a saída omnipotente -,
tampouco é aguardar passivamente o termo – resposta depressiva. Ferrara et al (re)mostram-nos
que viver é amar e criar.
Pelo amor se concebe, nasce e vive. O resto é etéreo.
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Domingo, 5 de Agosto de 2012
Sexta-feira, 6 de Julho de 2012
Domingo, 17 de Junho de 2012
Sábado, 2 de Junho de 2012
Sábado, 26 de Maio de 2012
Sábado, 28 de Abril de 2012
Harta Opera & links!
Um blog incontornável, com uma "oferta" de perder a cabeça (e ocupar espaço de disco, if you see what I mean ;-) )
Visitem Harta Opera e deleitem-se!
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Sexta-feira, 9 de Março de 2012
Árias à la carte & Il Dissoluto Punito - II
Uma vez mais, amanhã, na Antena 2 - programa Árias à la carte -, pelas 10 horas, estarei a dissertar sobre ópera e psicanálise. À conversa com Teresa Castanheira e António Wagner Diniz, discorrerei sobre três personagens femininos da lírica: Salomé, Lulu e Maria / Marietta (A Cidade Morta, de Korngold).
Boas audições, se for caso disso ;-)
ps o programa repete na próxima terça-feira, pelas 23 horas. Mais tarde, estará também disponível no site da Antena 2.
Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012
Que de beaux poèmes, Ciel!
Labels:
Fleming
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