quarta-feira, 18 de março de 2009

Confissões...

O un bel di vedremo que Gheorghiu interpreta em Madama Butterfly, dirigida por Pappano, é de antologia... E todos os avisados leitores sabem das minhas inúmeras reservas relativas à mesma peça lírica de Puccini... Talvez a visão psicanalítica da obra tenha contribuído para que cessem as reservas!!


(EMI 5099926418728)

Pelo andar da carruagem, não vou resistir à caixita...
Pela boca morre o peixe!

11 comentários:

Daniel disse...

eu já tenho a dita caixa e agrada-me muito. pessoalmente, a minha ária preferida é " che tua madre" e acho que está mesmo muito boa. para não falar da direcção de pappano, e do Jonas que acho que também está muito bem e cujo timbre me agrada. e gosto muito da energia com que a opera acaba, onde pappano capta perfeitamente a intensidade e a dimensão de todo o drama pucciniano. palavras de um amador!

mr. LG disse...

Pelo que tenho lido das resenhas da imprensa internacional a edição é de luxo, como cabe a uma 1ª publicação de CD de Ópera de uma major discográfica, e os resultados são bastante bons.
Mas espero a opinião de outros… de você caro Dissoluto, por exemplo…
É que eu, confesso-o, não sou muito gheorguista e tenho receio dos marketings da Gheorghiu.
Tá bem… há Kaufmann e a minha já notada Enkelejda Shkosa na Suzuki… mas espero.
O seu costumeiro,
LG

Raul disse...

Há que ouvir,mas não devo comprar. Já várias vezes entrei aqui em "defesa" da Gheorghiu, mas desta vez vou cair-lhe em cima verbalmente, claro está.
Adqueri a representação do Met da Boémia do ano passado com ela e o Vargas. Os amigos estão muito bem (grande barítono:Ludovic Tezier), mas a Gheorghiu está muito fraca. E a que faz de Musette devia ir para um "music-hall"

Hugo Santos disse...

As criticas tem sido bastante positivas relativamente a esta nova versão.

O nosso Dissoluto está praticamente rendido a Puccini :)

Raul disse...

O Daniel gosta mais do "Che tua madre" nesta versão ou da música na partitura ? Se é a música, ela é um dos pontos altas da segunda gravação da Tebaldi.
Um abraço
Raul

Daniel disse...

Raul, referia-me à partitura sim, e a gravação da Tebaldi é a minha referência! é de facto extraordinária. mas gostei desta interpretação da Gheorghiu. e junto-me a si no que toca a defende-la, embora ainda não tenha visto essa gravação da La boheme que mencionou.

J. Ildefonso. disse...

Queridos colegas.

Gosto muito da Butterfly, 1º ópera que comprei, que considero uma das obras primas do Pucinni juntamente com a Bhoéme, Tosca, Tritico e a Turandot. É uma ópera muito bem servida por gravações de onde destaco a Tebaldi, Callas, Vitoria de Los Angeles, Scotto e Freni como interpretes "grandissimas" do papel por razões puramente vocais ou outras devido à individualidade da composição teatral. Em tempos mais próximos a Miriam Gauce gravou o papel de forma honesta e muito atraente. Em suma não há necessidade urgente de uma nova gravação a não ser que se destaque devido ao seu especial merito o que não sucede de maneira nehnuma no presente caso. A voz da Gheorghiu tornou-se arida e esteril e a interpretação é comparável à dos registos históricos Italianos dos anos 30 sem ofensa para a Mafalda Favero e para a Roseta Pampanini que voz tinham e suportada por uma emissão sã e de alta escola. Se o gosto era o que se "usava" na época e é defensável no seu devido contexto hoje parece-me artificial e "amaneirado" e não há critica internacional ou estrangeiro por mais respeitado que seja que me consiga convencer do contrário e muito menos a publicidade da EMI. Por muito válido que seja o Pappano, o Kaufman e demais uma Buterfly sem protagonista não tem razão de existir.

J. Ildefonso. disse...

Se calhar fui muito duro nos meus comentários à Gheorghiu. Passo a explicar. Relativamente ao dvd da Bhoéme do Met e da Traviata do Scalla este cd tem uma vantagem que não é de menosprezar que decorre do meio escolhido e não das qualidades da gravação. Poupa-nos à visão da protagonista. É realmente constrangedor ver o video do "sempre libera" no youtube!

Il Dissoluto Punito disse...

João Ildefonso,

COnstrangedor? Não sei por quê?!

J. Ildefonso. disse...

Caro João

O video está disponivel. É só ver. Bem sei que dois pares de olhos diferentes podem ver coisas diversas mesmo quando confrontados com o mesmo estímulo. O que eu vejo é uma forma de representação primária porque explicita e absolutamente afectada e simultaneamente falsa e amaneirada porque toda construida a frio que consiste numa sucessão de poses, todas bem conhecidas e tradicionais, acompanhadas de uma gesticulação frenética. Faz-me lembrar uma actriz Polaca do tempo do cinema mudo a Pola Negri.

Anónimo disse...

E quetal referir Butterfly Portuguesa?
Existiu a Elsa Saque que fazia cenicamente (pode-se discordar vocalmente necessitava de uma voz mais larga, se a companhia do SãoCarlos tivesse continuado, teria feito muitas mais récitas nos anos seguintes...)como ninguém a doce Cio-Cio San! Uma Cantora Portuguesa de Qualidade!