domingo, 28 de junho de 2009

NÃO ME LIXEM...

... COMO É POSSÍVEL NÃO COMENTAR ESTE POST?

Mais: como pode uma melómano escusar-se a visionar este momento histórico???

Estarão os meus leitores todos a banhos na CompÔÔrta, privados de acÊÊsso à net? Terão enlouquecido? Ter-se-ão ausentado a pretexto de uma actuação do nosso José Cid?

COMENTEM, COMENTEM! Ou então... ACABO COM ISTO TUDO E JOGO-ME DA BOCA DO INFERNO ABAIXO!

5 comentários:

Tiago disse...

Simplesmente inacreditavelmente maravilhosamente incrívelmente inadjectivavel!

Se eu tivesse a sorte - ou o azar - de presenciar este momento ao vivo, seriam necessários 2 corderones e 3 Lexotans!

1. Por que raio fizeste um post tão longo? ... não teria visto este video se não fosse a tua insistência. Incrível!

2. Ontem jantámos juntos, bem me podias ter falado desta maravilha.

Fabuloso!

Il Dissoluto Punito disse...

Dearest,

Só hoje me espantei - não com o evento, mas antes com a ausência de respostas!!!

Fernando Vasconcelos disse...

Só posso dizer uma coisa: Ainda bem que insistiu ... Não sei suficiente de ópera para uma análise técnica mas talvez nem seja necessário ... a emoção que passa do momento é lancinante à falta de melhor termo.

mr. LG disse...

Caro Dissoluto,
Após uns dias de very, very hard work, here I am again… para o bem e para o mal, para quem goste e para quem não goste. :-)
Claro que tenho-me informado sobre esta media hype Leo Nucci Rigoletto Teatro Real e faço minhas as palavras do antepenúltimo comentário de J. Ildefonso no anterior post “Vinho do Porto, ossia NUCCI!!!” .
Apesar de ainda não ter tido tempo para investigar este acontecimento no You tube, muito lhe agradeço o link que nos deu do El Pais. E, aí sim , pude ver e pode-se constatar todo o furor que anda no mundo operático sobre esta prestação de Leo Nucci no Real.
Não vou dissertar sobre a qualidade intrínseca da voz de Nucci, isso já foi feito e não vou tornar a debater os velhos pretéritos barítonos no Rigoletto. No offense to anyone.
Agora: se os 1ºs aplausos só foram aqueles, não se justificava um encore. Também, não estávamos lá para ver o heat of the performance, nem sei se o El País editou o vídeo cortando os ditos cujos 1ºs aplausos.
Mas nota-se ali grande química Ciofi-Nucci logo desde o 1º momento… ai isso nota-se, e um grande ajuste dramático às personagens neste preciso momento da Ópera.
Tornando a insistir no que já disse, não vou dissertar sobre a qualidade intrínseca, agora, da voz da Ciofi, isso já foi feito e não vou tornar a debater as velhas pretéritas Traviatas e Gildas. De novo: no offense to anyone.
Agora, tudo vale pelo ENCORE! É o que eu digo tantas vezes aqui: é a FÉ na ÓPERA COMO ESPECTÁCULO QUE ESTÁ DE VOLTA! Nota-se um GRANDISSIMI À VONTADE DE NUCCI E CIOFI EM SEREM GENEROSOS, EM NOS DAREM O SEU MELHOR E A PERFORMANCE DISPARA PARA O INFINITO!
AGORA SIM: DEVIA HAVER UM ENCORE DO ENCORE! :-)
E notam como o público, os membros do coro e a figuração respondem?... hein?... :-)
… e o gesto de Nucci ao fazer também reconhecer o trabalho do maestro Abbado (ossia, Roberto) e o da orquestra? E a humildade de Ciofi para com a prestação e importância de maestro Nucci no Real… hein?... :-)
Cavalheirismo rústico, ossia, Cavalleria Rusticana! :-)
É como dizia a nossa velha Hermínia: fado a valer, já não há… ou melhor, e corrigindo… ainda bem que ainda há E BEM! :-)
Assim, sim… :-) é assim que EU GOSTO DE VER E OUVIR ÓPERA! :-)
Até já... que ainda tenho que postar por aqui, mas em outras coisas. ;-)
All the Best.
LG

P.S. desde que os Srs. Gelb e Diego Florez encetaram aquela media-hype com os famosos 9 HighCs do Ah, mes amis… da Fille du Régiment, media hype que percorreu também Viena e Covent Garden, que o mundo operático ressuscitou essa moda dos Encores e os vários Teatros Líricos de renome mundial ansiosamente buscam divos e divas que lhes façam os respectivos Bises e as parangonas dos Jornais e da Net.
… é como dizia o nosso velho camarada Zeca Afonso: Venham mais cinco!!...

Raul disse...

Finalmente ouvi!
Sinceramente, de histórico só o bis, porque o momento é normalíssimo. Intensidade dramática ? Boa, sem dúvida. Mas é o mínimo que se pode exigir nesta parte. Leo Nucci é com certeza um bom barítono e eu gostei deste Si, vendetta, mas peca das características que já referi: monotonia, nasalamento. Aqui é particularmente notável a monocordia do canto, sem a mínima subtileza. Repare-se na passagem para o Si, Vendetta, onde a voz já "não dá". Depois de ouvir há que voltar ao Gobbi, Taddei, Diskau ou Bastianini.
Parabéns à Ciofi. Muito bem, mesmo muito bem, embora sem a nota aguda final. Enfim, o público do Teatro Real entusiasma-se e contagia-se salutarmente. Claro que este bis é tipo La Donna Mobile.