quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

LOVE AFFAIR, take 3 ossia A leitura d'A ÓPERA

Dando continuidade ao que aqui iniciara...

Wächter seria o Don da discografia, não fora o alemão mal disfarçado, que parasita o italiano (apesar disso) nobiliárquico.

A voz é belíssima, altaneira, lírica e muito segura.

A interpretação é de antologia, apenas tendo como rivais os incontornáveis Don’s de Siepi (na vertente da corrosão moral) e Allen (na linhagem). Wächter constrói um personagem de uma riqueza teatral quase sem precedente: sedutor, corrosivo, temerário, interesseiro e manipulador, sempre na senda do egoísmo e gozo pessoal!


(Eberhard Wächter)

3 comentários:

Daniel disse...

queria desde já felicitar o auto do blog por estes 3 ultimos anos. e queria agora perguntar, e peço desculpa pela minha pergunta mas ainda estou muito no inicio, gostaria de entender quais sao as principais diferenças entre as direcçoes de Solti, Maazel, Levine, Karajan Abbado e Pappano. é que do que algumas vezes tenho lido, existem diferenças interpretativas das partituras e gostava de entender a que niveis.

Raul disse...

Vi este grande cantor em Lisboa, em 1981, n´O Morcego de Strauss. Grande cantor, capaz de captar tão bem a graça e o humor vienense e pô-la ao serviço da aristocrática ironia do Don.

Il Dissoluto Punito disse...

Daniel,

Essa questão é por demais abstracta! Aho que se pode discutir cada um deles, relativamente a um repertório específico! Além disso, alguns dos citados cingem-se a um campo muito específico - Abbado, por exemplo -, outros - Solti, Von Karajan -, nem tanto!