domingo, 28 de janeiro de 2007

Fura dels Baus, Bartók & Janacek, em Paris

As minhas reservas em torno das concepções estéticas dos catalães Fura Dels Baus são imensas.

A única vez que assisti a uma performance dos ditos senhores - em Lisboa, na Estufa Fria - sai desolado: a crueza constituía o eixo da concepção artística, pecando pela absoluta falta de elaboração.

Recordei as concepções de Freud sobre o Processo Primário - o reino da descarga, sem labor algum - e de Klein sobre o universo psicótico, dominado pela ansiedade persecutória, pela crueza e destrutividade.

A verdade é que, tanto esta notícia, como esta, dão conta de um trabalho notável de encenação do grupo catalão, que em Paris assinam uma nova produção de O Castelo de Barba Azul, de Bartók.

Confesso que teria lá estado, se pudesse...

1 comentário:

jose quintela soares disse...

A avaliar pelas críticas...foi um sucesso. Mas as minhas reservas eram idênticas às suas.