quarta-feira, 25 de janeiro de 2006

Dusapin: Faustus, the Last Night

O obra maior de Goethe - Fausto -, ao longo da história da lírica, tem servido de base a inúmeras criações (Gounod, Schumann e Spohr, entre outros autores).



O compositor francês Pascal Dusapin (1955 - ), que acaba de estrear a sua quinta composição lírica - Faustus, the Last Night -, em Berlim, na Staatsoper, ao invés de se basear em Goethe, apoiou-se em Marlowe, cujo Fausto antecedeu o do mencionado Goethe, para além de contar com contributos extraídos de outros textos.

A concepção heterodoxa da figura de Fausto, d´après Dusapin, parece enfatizar a dimensão mais catastrofista e negra da natureza humana.

A imprensa francesa tem dado algum relevo a este acontecimento operático, como atestam estas páginas do Le Monde, Le Figaro e L´Express.

Os curiosos poderão assistir à estreia francesa em Lyon (Março 2006) e na Ville Lumière (Novembro de 2006), no Châtelet.

Depois de oito minutos de aclamação, na estreia, outras reacções se seguirão. Presumimos...

À suivre.

4 comentários:

Cândido Lima disse...

En tant qu'ami personnel de Pasca Dusapin, et en tant que compositeur, j'ai très envie de connaitre cet opéra, étant donné que je connais les autres, dont trois d'entr'elles que j'ai vu en direct. J'attends les séances du Châtelet,à Paris. j'étais au courant de tout le projet, pusqu'on échange du couriel. Il s'agit d'un musicien exceptionnel, doué d'une sensibilité extraordinaire qui se traduit dans des partitions très lyriques, romantiques, denses, dramatiques, tragiques, et aussi lumineuses. Notre "maître" commun, Xenakis, est toujours là, mais Pascal a une musique très personnelle, "humaine", Xenakis n'appartenait pas au royaume des hommes, il appartient au royaume des dieux.

Anónimo disse...

O Cândido tem piada. Foi por ele que soube que o Dusapin, um dos meus compositores preferidos, foi aluno do Xenakis. Soube num mau momento... Quando cheguei atrasado à esteia da ópera do Dillon e não me deixaram entrar. A partir daí disse que não queria mais convites da Casa da Música e eles cumpriram: não me convidaram mais. Até hoje, que fui, aqui de trás-os-montes, a terra do sol posto, assistir ao recital do Ax, muito bom, e disse-lhes, no final, que afinal sempre quero convites para a Casa da Música. E podem ter a certeza que não foi pela Gulbenkian me ter suprimido da lista dos convidados. Esses que os metam, aos convites, onde quiserem pois os fins de tarde em Lisboa já os tenho ocupados.
Eu, sempre igual a mim mesmo, a primeira coisa que fiz no primeiro concerto a que assisti na CdM, foi, muito justamente, criticar a acústica e re-lembrar o facto de se terem esquecido do fosso para a orquestra. Assim não poderemos ouvir as óperas do Dusapin...
O Cândido é que - não por mim que falo e leio o francês com um certo à vontade, dadas, entre outras coisas menos relevantes como ler muito quando era pequeno, as instrutivas, brilhantes e inteligentes namoradas que tive quando por lá andei, em Paris onde devria ter aceite as propostas de trabalho que me fizeras mas já tá (ou já não está...) - dizia, que o Cândido, pelos leitores da nova geração que lêm mal o françês e não só, pode, na próxima que espero que seja em breve, escrever em tugolês, perdão, português. Aquele abraço, do Álvaro (Sílvio) Teixeira

Il Dissoluto Punito disse...

Cândido,

Que vous avez de la chance!

Il Dissoluto Punito disse...

Álvaro,

Pelos vistos, quem menos conhece Dusapin, sou eu mesmo...