quinta-feira, 28 de abril de 2011

Parsifal(s), periféricos (?), para todos os gostos! (I/II)






(Parsifal, d'après Romeo Castellucci, Théâtre de La Monnaie)



Em Bruxelas, no La Monnaie, Romeo Castellucci estreia-se na lírica, assinando uma nova encenação de Parsifal:

«(…) ce Parsifal, qui recrée en trois actes le parcours initiatique de l'antihéros wagnérien, de la bestialité à la conscience.


























Pergunto-me: qual a legitimidade de uma encenação que destitui a obra do seu simbolismo e significado original? Não haverá limites para a “criatividade”? Será legítimo encenar uma Aïda cuja acção se passe na Buraca, em que os gangs suburbanos representem o conflito entre egípcios e etíopes? E por que não, já agora…

A liberdade criativa (também) contém uma estupidez desmesurada…

3 comentários:

Paulo disse...

Ora bem.

blogger disse...

Joao,

nao des ideias que eles pegam logo nelas! Ja houve um Rigoletto com gangs! Uma Aida era fenomenal lol

Enfim, concordo totalmente contigo. Inverter ou destituir o sentido de uma obra é desnecessario e, sobretudo, uma falta de respeito para com o compositor/libretista.

Elsa Mendes disse...

Inteiramente de acordo! Lembro-me de Um Parsifal que vi em São Carlos... os cavaleiros do Graal usavam uma espécie de preservativos na cabeça... que tal?
Mas há encenações modernaças que me interessam, e que depois de descodificadas começam a ganhar coerência. É preciso é que a obra mantenha a sua consistência interna e que haja respeito pela composição musical e pelo libreto, não? É o mínimo...
Enfim, o tema é fabuloso e inesgotável...