sábado, 3 de outubro de 2009

O Imperador



Kaufmann, ossia O Magnífico, aborda, neste registo, compositores situados entre o clacissismo e o romantismo tardio: de Mozart a Schubert, de Beethoven a Wagner. Em estado de graça, o tenor revisita trechos de ópera, exclusivamente compostos na sua língua natural, o alemão.

De timbre cheio, robusto - mas delicado - e baritonal, Jonas Kaufmann evidencia as suas infindáveis qualidades dramáticas e heróicas - perfeitamente adequadas a Wagner (Lohengrin e Parsifal) e Beethoven (Florestan, de Fidelio). Contudo, as ditas qualidades tendem a invadir - tornando algo "pesado" - o lirismo mozartiano (Tamino, de Die Zuberflöte) e de Schubert.

Depois de um primeiro registo consagrado ao tenor lírico, Kaufmann evidencia neste artigo as suas qualidades de heldentenor. Será, sem sombra de dúvida, o mais proeminente e destacado desde Ben Heppner.

Impressionante!

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(4,5/5)

3 comentários:

Shanty disse...

Encantada de conocer tu blog y poder aprender un poco más de este mundo fascinante de la ópera.

Saludos.

mr. LG disse...

Outras prioridades na aquisição de DVDs e CDs Teem-me afastado dos registos de Kaufmann.
É que, caro Dissoluto, o medo de desilusões futuras é muito grande... |:-|
E quanto a receios de desilusões futuras, o mesmo se está a passar com o REQUIEM de VERDI: PAPPANO, HARTEROS, GANASSI, VILLAZÓN, PAPE/ EMI...
Talvez perca os receios quanto a este registo, não sei... |:-| Quanto ao Sr. Jonas Kaufmann, como já disse em Posts anteriores, mantenho-os... :-\
LG

J. Ildefonso. disse...

Já tenho o c.d. há algum tempo por isso pude ouvi-lo com detalhe. Agrada-me bastante concordo com o João no sentido de preferir um Tamino com uma voz mais clara e juvenil. É pena não ter incluído a Clemencia de Tito que lhe vai muito bem e da qual existe disponível uma versão em d.v.d. onde está rodeado dum excelente "cas"t... infelizmente a obra é descaracterizada por terem sido substituídos os "recitativos secos" por prosa.