sábado, 21 de março de 2009

Jonas Kaufmann


Ces dernières années ont vu le Munichois triompher sur les grandes scènes internationales et faire la preuve d'une grâce absolue - une voix mordorée et sombre, au timbre puissant, admirablement placée, qui lui permet de filer des pianissimos arachnéens comme de projeter loin des aigus éclatants de santé.

Tempérament d'artiste et physique de jeune premier romantique, le ténor est de surcroît aussi à l'aise dans l'opéra français qu'il prosodie admirablement (Don José dans Carmen, de Bizet, Faust, dans La Damnation de Faust, de Berlioz), l'opéra allemand où il se profile comme le grand ténor wagnérien de demain (Les Maîtres chanteurs, Lohengrin, Parsifal), ou le grand répertoire verdien (La Traviata, Otello, Rigoletto et Don Carlos) et puccinien (Tosca).»

Bem sei que é feio bater no ceguinho, mas – convenhamos – Kaufmann encontra-se no antípodas de Villazón.

O mexicano terá os seus encantos, mas é de uma patetice e deslumbramento insuportáveis. Quanto ao alemão, pelo que tenho apreciado, é de uma outra fibra!

Caso o leitor desconheça o imenso talento de Jonas Kaufmann, cabe-me recomendar este indispensável artigo, que escuto amiúde, com incessante admiração:


(DECCA 00289 475 9966)

6 comentários:

J. Ildefonso. disse...

É uma pena o Vilazon estar a passar uma crise vocal, desconfio que possa ser mais do que isso, porque é um rapaz com talento. Gosto muito do seu disco de arias francesas. Infelizmente a voz se bem que tenho um timbre escuro e seja de boa qualidade não me parece que seja muito grande e apta a certos papeis como a Carmen e especialmente a um ritmo de trabalho intenso como é o caso. O seu cansaço é evidente no d.v.d. da manon de Barcelona e compromete o resultado final do produto.
O Kaufmann também tem uma voz muito bonita com um domineo técnico comparável ao seu colega mas ao que me parece muito mais heroica e potente. Além do mais há a considerar que o Kaufmann é mais experiente tendo desenrolado a sua carreira lentamente e fazendo coexistir papeis mais ligeiros com outros mais existentes. Está muito bem no d.v.d. de Zurique da Clemência de Tito e na Nina tal como no recente dvd da Carmen do Convent Garden onde exibe uma química extraordinária com a protagonista a Ana Caterina Antonacci. Esperemos que o bom senso prevaleca. Grandes cantores que deslumbraram o mundo cantando durante um par de anos já temos muitos e cada um tem o seu favorito desde a Cerquetti, Sulioutis, Riciarelli, Dernesh, Sass, Plowrigth ou a Studer.

Frioleiras disse...

adoro música................ foi um prazer conhecer este blog..

Anónimo disse...

Ouvi pela primeira vez o Kaufmann há relativamente pouco e fiquei bastante bem impressionado. É uma voz de todo invulgar. Desde logo parece um barítono, até se ouvir o brilhante registo agudo.
Basta ouvir (e ver) a ária "La fleur que tu m'avais jetée" da Carmen para ficar logo rendido... pelo menos falo por mim. Deixo o link para quem quiser dar uma espreitadela.

http://www.youtube.com/watch?v=wLf2r0ATjXs

Depois de ver isto foi-me impossível não me tornar um fã do Kaufmann.

Cumps e parabéns pelo blog
Luis

Raul disse...

João Ildefonso,
Grande tenor. Comprei recentemente Lieder de Strauss. Uma maravilha. Conheci-o numa ária dos Troianos e não podia gostar mais.
Mas eu escrevo-lhe só para dizer que por muita química que haja entre ele e a Carmen, ele não consegue tornar credível a interpretação da Antonacci. Eu tenho o dvd e, embora a senhora transborde no palco a personagem, na antítese do pensamento da Berganza, a voz está a milhas do que se esperava. É pena porque tudo o resto está perfeito, a começar pela interpretação do Kaufmann.

J. Ildefonso. disse...

O Raúl tem razão a voz da Antonacci é bastante vulgar e não faz juz à interpreteo o que é uma pena pois é uma artista muito interessante. Da Carmen tem um conceito diametralmente oposto ao da Berganza, ou será o conceito do encenador?, mas cria um "boneco" quanto a mim muito intenso e verossimel.

Hugo Santos disse...

O recital editado em disco revela um cantor bastante inteligente o que lhe permite abordar árias (ex. Bohème) que, à partida, não se coadunariam a um tenor de cariz mais dramático.