quinta-feira, 24 de julho de 2008

Teatro Nacional de São Carlos - 2008 / 2009

Amavelmente, um leitor alertou-me para a publicação on-line da próxima temporada lírica (e sinfóniaca) do Tearo Nacional de São Carlos.

Por ora, embora a custo, não me pronunciarei...

9 comentários:

Anónimo disse...

Sobre a temporada do Teatro Nacional de São Carlos:

Leiga na matéria, fui sensível ao que ouvi hoje na rádio: parece que a conferência em que a temporada foi apresentada primou pelo "economês" e não própriamente pelo "musiquês" (cito o jornalista), também que o mecenas habitual se retirou e que os apoios do estado diminuiram ...e que os responsáveis pretendem "duplicar" as audiências...
Parece-me que o Teatro Nacional de São Carlos não escapa a esta vaga de fundo que vem inundando quase todas as instituições ... :-(

Mudando de assunto,

Agum de vós já foi até ao museu da electricidade ver a exposição da Maria Callas?

Teresa

Anónimo disse...

Já fui e recomendo.
Gostei.
Sem memória não há presente, nem futuro.
Talvez que para além da ditadura financeira, a falta de memória seja o mal da temporada...

Maria Helena

Ricardo disse...

Bem, pelo menos tiveram o bom senso de sanear a Chelsey Schill para papéis secundários!

Daniel disse...

Quanto à nova temporada do Sao Carlos nem sei o que diga. Teresa, quanto à exposiçao, gostei e tenciono lá voltar com mais tempo.

Teresa disse...

Maria Helena e Daniel, Obrigada pelos ecos da exposição.

Hugo Santos disse...

O caro Ricardo está a ser lisonjeiro para a Chelsey Schill. O que se pedia era um saneamento total. O mesmo para o Richard Bauer. É confrangedor o actual estado do São Carlos...

Ricardo disse...

Bem, não vamos apressar-nos a dizer que é confrangedor. Pode ser que ainda tenhamos algumas boas surpresas com nomes menos conhecidos do elenco.

É verdade que não se compreende como é que a Schill continua a ter trabalho cá depois das críticas e prestações desastrosas que recebeu.

Pelo menos retomaram o Wagner de Graham Vick, portanto do ponto de vista cénico podemos contar com pelo menos uma produção de qualidade cénica certa, quando ao resto, é como diz o cego... vamos esperar para ver!

Hugo Santos disse...

O Ricardo é um optimista. E ainda bem que o é. Agora, julgo que ninguém poderá escamotear a abrupta queda de qualidade no que à última temporada do São Carlos concerne. É bem verdade que a temporada 2008/09 nem começou mas, como é facilmente constatável, foi elaborada em moldes semelhantes à anterior, o que não indicia nada de bom. Quanto a surpresas, elas aconteceram... mas pela negativa. O elenco de 2007/08 também era constituído, na sua maioria, por nomes menos conhecidos e o resultado foi o que se viu. Mais: a única produção globalmente meritória foi a Tosca, cujo elenco era encabeçado por dois cantores conhecidos e de créditos firmados: Elisabete Matos e Vladimir Vaneev.

P.S. Sabe o que responderam ao cego? Não espere muito que se cansa.

Anónimo disse...

Parece-me que o objectivo do actual Director e fazer uma companhia de Opera como e frequente na Alemanha dai a assiduidade da Chelsey Schill e do Richard Bauer. Mas qual e a vantagem? Na Alemanha existem os teatros de reportorio que tem opoera todos os dias e depois existem dezenas de pequenos teatros de provincea que tem o sistema de reportorio como aqui, mas que tem acordos entre eles de partilha de cantores e producoes o que permite uma grande versatilidade e diversidade nas producoes e elencos. Se so tenho 6 operas por anos nao quero ver sempre as mesmas pessoas, porque sao maus, nem quero pagar o que pago, tambem porque sao maus.
melhor me parecia a estrategia das parcerias com companhias semelhantes que nos permitem partilhar producoes como ENO, que nos trouxe o Gardiner e o Terfel no Mozart e a Ariane em Naxos e Barcelona, que nos trouxe o Guilherme Tell, Norma, Tosca. Tinhamos a Debora Voigt, a Tomowa Sintow, a april Milo, o Morris, a Ana Maria Sanchez, a Ana Caterina Antonacci, a Fritolli, a Zaremba, o Merrit, a Gauce e em concerto ou recital a Studer, O Simon e a Kasarova.... E a visita ocasional do Gergiev com a sua companhia....e tambem nao havia dinheiro!

J. Ildefonso.