sábado, 1 de dezembro de 2007

Norma vs Fleming (!?)

Oficiosamente, há muito que sabia do desejo de Fleming interpretar o mais mortífero dos papeis belcantistas: Norma. O projecto veria a luz do dia na temporada de 2010-2011, no Met, evidentemente.

Pois bem, Renée abandonou tal intuito, não sei se com se sem razão... Lá terá os seus motivos!

«‘This is just not for me. There’s a lot of other repertoire to do.’”»

Se lamento? Claro que sim!

Se tal ideia me atemorizou? Evidentemente! Pela intérprete e respectiva gloriosa carreira.

É certo que Fleming não é uma intérprete do belcanto: falta-lhe agilidade vocal e estaleca, sobretudo. Mas... so what?! Seria uma das mais líricas e puras Normas...

Pode ser que mude de ideias, ou adie o projecto, à la Gruberová, que aos sessenta e tal anos nos ofereceu uma das mais (tecnicamente) perfeitas leituras do papel titular desta ópera de Bellini.



Go for it, Renée!!!

3 comentários:

Anónimo disse...

Ó diabo, esta cara bonita já está a acusar a idade !
Raul

Anónimo disse...

É verdade Raul, já acusa a idade. A Fleming é realmente muito bonita mas acima de tudo é especialmente fotogénica. Pena também as capaz dos disco "demasiado produzidas"... a última é especialmente atroz!
Tenho pena que a Fleming não experimente a Norma, acho que mal não lhe fazia nenhum, tem a beleza vocal, a técnica, a potência e a agilidade... a Armida do Rossini não lhe saiu mal.... um pouco plácida mas vocalmente é muitissimo boa. A Fleming quando se esforça, como na Rusalka, a Manon ou a D. Ana é uma cantora interessante, infelizmente em recital acompanhada por um maestro indulgente é uma chata!

J. Ildefonso.

Raul disse...

Eu acho que a Fleming devia experimentar a Norma. Nunca será a Norma total (Callas, Caballe), mas pode contribuir para mais uma leitura, o que para mim é sempre gratificante, pois embora já saiba de antemão que ela não tem perfil vocal, pode quebrar monotonias de ouvir sempre a mesma interpretação. Claro que isto é válido porque a voz é excepcional, a intérprete é grande e honestíssima e, se a Sutherland, a Gruberova e a Anderson o fizeram, por que não ela ?
Raul