quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

A Mulher sem Sombra, em Chicago

Nos dias que correm, montar uma produção de A Mulher sem Sombra, de Richard Strauss, além de ousado, é raro

À excepção do Met, a ópera de Chicago é das poucas a enfrentar o desafio.

Há poucos anos, a Bastilha estreou uma nova produção desta mesma ópera, maioritariamente traída pela fragilidades vocais. Tal não parece ter sido o caso da produção de Chicago!



«Every new production of Strauss’s “Frau Ohne Schatten” is a newsworthy event. Of all the Strauss operas, this fantastical, strange and humane fairy tale, first presented in Vienna in 1919, is the longest, the most musically elaborate, the most philosophically resonant and the most daunting to stage.»

Para os desafortunados – como eu! -, que adoram a ópera e não puderam estar presentes em Chicago, por motivos de agenda (está bem de ver!), aqui fica a minha A Mulher sem Sombra, evidentemente por duas razões de peso: Studer e Solti.


1 comentário:

raul disse...

Tenho esta gravação ainda de antes dos DVDs. Tenho am Laserdisc. Concordo em absoluto com a afirmação de que as razões maiores são a Studer e o Solti. Queria acrescentar o trabalho excepcional da Marjana Liposvek (?), que compõe uma ama mista de perfídia e amor à imperatriz, exibindo totalmente a sua máscara da manipuladora. A própria voz desgastada da Marton, dando som a uma prestação cénica notável, serve bem o carácter selvagem da Frau.