Definitivamente, este blog encontra-se ensombrado pela ansiedade de perda...

Após o rol de desaparecimentos de notáveis intérpretes das décadas de 1950 e 1960, é agora a vez de a última grande actriz-cantora wagneriana entregar a alma ao criador, juntando-se aos demais deuses, no Walhalla.
A morte de Varnay - soprano dramático wagneriano e (é bom não esquecê-lo!) straussiano - encerra um ciclo, que ora finda. Astrid perece, depois de Flagstad, Hotter, Windgassen, King, Rysanek e Nilsson. Com ela parte a mítica geração de intérpretes wagnerianos...
A perda e o trabalho de luto - labor depressivo - rimam, também, com a idealização, há que dizê-lo, com clareza!
Pessoalmente, recordo Varnay como Salome, Brunhilde, Isolda e Klytaemnestra. Admiro, sobretudo o seu infinito talento dramático, não negando as suas inúmeras fragilidades vocais.
Os duros empregos a que submeteu a voz, ao longo da década de 1950, comprometeram inexoravelmente as suas interpretações. Ainda assim, com inteligência e talento, à semelhança de Leonie Rysanek, passou de soprano dramático a mezzo-dramático, encarnando uma incontornável e definitiva Klytaemnestra (como aqui referi), a par de uma não menos famosa Kostelnicka (Jenufa, de Janaceck)
A meu ver, Astrid V. foi uma soberba actriz dramática com dotes vocais apreciáveis. É assim que se perpetua na minha memória.
O The Guardian e o New York Times apresentam interessantes resenhas da carreira invulgar desta «besta-cénica».

Paz à sua alma...

Após o rol de desaparecimentos de notáveis intérpretes das décadas de 1950 e 1960, é agora a vez de a última grande actriz-cantora wagneriana entregar a alma ao criador, juntando-se aos demais deuses, no Walhalla.
A morte de Varnay - soprano dramático wagneriano e (é bom não esquecê-lo!) straussiano - encerra um ciclo, que ora finda. Astrid perece, depois de Flagstad, Hotter, Windgassen, King, Rysanek e Nilsson. Com ela parte a mítica geração de intérpretes wagnerianos...
A perda e o trabalho de luto - labor depressivo - rimam, também, com a idealização, há que dizê-lo, com clareza!
Pessoalmente, recordo Varnay como Salome, Brunhilde, Isolda e Klytaemnestra. Admiro, sobretudo o seu infinito talento dramático, não negando as suas inúmeras fragilidades vocais.
Os duros empregos a que submeteu a voz, ao longo da década de 1950, comprometeram inexoravelmente as suas interpretações. Ainda assim, com inteligência e talento, à semelhança de Leonie Rysanek, passou de soprano dramático a mezzo-dramático, encarnando uma incontornável e definitiva Klytaemnestra (como aqui referi), a par de uma não menos famosa Kostelnicka (Jenufa, de Janaceck)
A meu ver, Astrid V. foi uma soberba actriz dramática com dotes vocais apreciáveis. É assim que se perpetua na minha memória.
O The Guardian e o New York Times apresentam interessantes resenhas da carreira invulgar desta «besta-cénica».

Paz à sua alma...









